Ana Paula atuava em causas relacionadas aos direitos das mulheres e integrava iniciativas de enfrentamento à violência doméstica. Além do trabalho na área jurídica, participava de palestras, debates e ações de conscientização sobre o tema.
Defensora dos direitos das mulheres
Cerca de um mês antes do crime, a advogada participou de um podcast em que falou sobre violência contra a mulher e destacou a importância das medidas protetivas como instrumento de proteção às vítimas. Nas redes sociais e em eventos públicos, ela também costumava abordar o combate ao feminicídio.
Apesar da atuação na defesa de mulheres, Ana Paula também enfrentava uma situação de violência. Ela possuía medida protetiva contra o ex-marido e havia registrado, dois dias antes do assassinato, um boletim de ocorrência por descumprimento da ordem judicial.
Advogada morta pelo ex-marido em MG tinha medida protetiva e denunciou ameaças dias antes
Conforme o registro policial, a advogada relatou que o ex-companheiro entrou em um bar onde ela estava e passou a fazer ameaças e ofensas em público. Aos militares, ela afirmou que era alvo constante de perseguições por parte dele.
Descumprimento de medida protetiva
Segundo a Polícia Militar, o casal estava separado havia cerca de três anos e existia um histórico de violência doméstica.
A advogada informou à polícia que o ex-marido vinha desrespeitando a medida protetiva e mantendo comportamentos considerados intimidatórios. O caso estava sendo acompanhado pelas autoridades.
Crime foi registrado em estacionamento
O assassinato ocorreu em um estacionamento na Rua Belo Horizonte, na região central de Governador Valadares.
Segundo a Polícia Militar, o ex-marido se aproximou da vítima e efetuou os disparos. Em seguida, atirou contra si mesmo.
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| Perícia da Polícia Civil no local dos fatos — Foto: David Oliveira |
Testemunhas relataram que Ana Paula tentou deixar o local ao perceber a presença do homem, mas foi alcançada. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
Por Caroline Del Piero, g1 Vales de Minas Gerais
Fonte: g1

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