Entenda o caso
O apresentador e o SBT são alvos de uma Ação Civil Pública, proposta por entidades de proteção animal. O caso teve início após Celso Portiolli levar uma rã para participar de uma dinâmica da atração.
As entidades alegam que o animal foi submetido a estresse intenso, manuseio inadequado e exposição sonora e luminosa demasiadas. Sustentam, nesse contexto, que o entretenimento não autoriza a crueldade animal que dizem ter ocorrido. Uma liminar favorável as autoras impôs limitações ao SBT para o uso de animais em atrações, e previu uma multa de R$ 100 mil em casos de desobediência.
A ação busca a condenação dos réus ao pagamento de danos morais coletivos, interrupção de práticas de maus-tratos, retratação pública, e outros pedidos.
Defesa de Celso Portiolli
No dia 09 de junho de 2026, Celso Portiolli apresentou sua defesa nos autos. Ele afirmou que a participação do anfíbio foi curta e incompatível com as alegações de sofrimento ou estresse, que classifica como “exacerbadas”.
O comunicador garantiu ter manifestado preocupação com o animal e afastou qualquer acusação de violência intencional. Ele negou ter desenvolvido o quadro e diz que se limitou a apresentar o programa, razão pela qual pede para “ser excluído do banco de réus”.
Portiolli assegurou inexistirem provas clínicas presenciais que atestem danos ou lesões à rã, ferindo a exigência de demonstração concreta e objetiva da situação de maus-tratos. Ele disse que, por força legal, não é suficiente presumir a crueldade.
Na contestação, o comunicador defendeu que estresses momentâneos e breves não se confundem com maus-tratos. Apontou, ainda, que reações comportamentais da rã não significam a ocorrência de dor ou trauma.
Em outro momento, o artista atacou um parecer técnico veterinário apresentado pelas entidades. Ele observou que não foram feitos exames diretos no animal e que as conclusões foram pautadas na observação de fotos e vídeos e em construções hipotéticas.
Por que Celso Portiolli está sendo processado?
O apresentador é réu em uma Ação Civil Pública movida por entidades de proteção animal após a participação de uma rã em uma dinâmica exibida no programa Domingo Legal.
O que as entidades de proteção animal alegam?
As autoras afirmam que a rã foi submetida a estresse intenso, manuseio inadequado e exposição excessiva a luzes e sons durante a gravação da atração.
Quem são os réus da ação?
A ação foi ajuizada contra Celso Portiolli e o SBT.
O que pede o processo?
As entidades solicitam indenização por danos morais coletivos, interrupção de supostas práticas de maus-tratos, retratação pública e outras medidas relacionadas à proteção animal.
O que diz a defesa de Celso Portiolli?
O apresentador sustenta que a participação da rã foi breve e incompatível com as alegações de sofrimento. Ele também afirma que não praticou qualquer ato de violência contra o animal.
Por Fábia Oliveira
Fonte: metropoles.com
