A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, as investigações e os laudos periciais não deixaram dúvidas sobre a causa da morte.
“Não houve a menor dúvida da natureza do evento com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF apurou com todo rigor”, afirmou.
Relembre a morte de Sicário
Mourão era apontado pelas autoridades como um dos principais operadores da organização criminosa conhecida como “A Turma”, grupo que teria sido liderado por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
De acordo com as investigações, ele atuava na coleta de informações sobre pessoas consideradas desafetas do empresário e respondia por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O suspeito foi preso em 4 de março durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF.
Ainda sob custódia, atentou contra a própria vida e foi socorrido ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Mourão morreu dois dias depois, em 6 de março.
Durante a audiência desta terça, o ministro da Justiça afirmou que há detalhes do caso que permanecem sob sigilo, mas indicou que essas informações poderão ser divulgadas futuramente.
Embora não tenha sido formalmente acusado de homicídios, Mourão já era conhecido das forças de segurança por antecedentes relacionados a crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça.
Questionamentos sobre prisão de Ramagem
Wellington Cesar Lima também foi questionado por parlamentares da oposição sobre a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), realizada em abril deste ano na Flórida, nos Estados Unidos, por agentes do serviço de imigração norte-americano.
Condenado por tentativa de golpe de Estado e considerado foragido da Justiça brasileira, Ramagem foi alvo de uma ação das autoridades americanas. O ministro negou que o governo brasileiro tenha solicitado ou articulado a prisão junto aos EUA.
Segundo ele, houve apenas uma troca informal de informações entre agentes do serviço de imigração dos EUA (ICE) e um oficial de ligação brasileiro.
“Teria ocorrido uma comunicação ao nível da cooperação policial, uma comunicação informal entre diálogos entre os agentes da ICE e o oficial de ligação, que teriam trocado informações sobre o cidadão brasileiro que acabou sendo alcançado pela providência”, explicou.
Por Álvaro Luiz
Fonte: metropoles.com
