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PCC: ex-estagiário infiltrado no MPSP escreveu TCC sobre estelionato virtual

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Via @metropoles | Gabriel Lira de Jesus, o ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo (MPSP) preso nessa terça-feira (9/6), suspeito de repassar informações relacionadas a um plano para matar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, divulgou em suas redes sociais as imagens da apresentação de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) por ocasião de sua formação no curso de Direito. O tema escolhido foi estelionato virtual.

Um dos principais alvos da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco de Campinas nessa terça, o ex-estagiário do MPSP usava o cargo para obter informações privilegiadas de criminosos de alto poder econômico. Ele usava sistemas internos do órgão para identificar os suspeitos e, então, se aproveitava dos dados para extorquir dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações.

Em junho de 2025, o jovem compartilhou o tema do seu TCC nas redes sociais, que foi apresentado à Faculdade Anhanguera de Campinas. O trabalho foi nomeado como: “O estelionato virtual e a invasão de dispositivos informáticos: análise jurídico-penal das modalidades cibernéticas no Código Penal Brasileiro”.

A investigação liga o ex-estagiário ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e o aponta como integrante do grupo que planejava assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho. Ele foi preso por policiais do 1° Batalhão de Ações Especiais (Baep) em uma mansão luxuosa, em Campinas.

A apuração indica que os dados utilizados pelo estagiário eram obtidos em bancos de informações restritos e, posteriormente, compartilhados com outros integrantes do grupo. Além de Gabriel, um ex-chefe dos investigadores da Polícia Civil e outro policial aposentado foram presos nessa terça.

Ex-chefe da Dise

O segundo preso é o policial civil Maurício Aparecido de Oliveira. Atualmente, ele estava lotado no 1° Distrito Policial (DP) de Campinas. Contudo, segundo o MPSP, na época do planejamento do atentado, ele era chefe da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), da Divisão de Investigações Criminais (Deic) de Campinas.

Maurício Oliveira foi gravado em reunião com o empresário José Ricardo Ramos – um dos principais mentores do plano de execução do promotor de Justiça e preso em agosto de 2025 – um dia antes da operação que frustrou o atentado. Segundo o Gaeco, o investigador pode ter fornecido informações “privilegiadas e sensíveis”.

Maurício Aparecido de Oliveira foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil. Ele foi levado a uma penitenciária exclusiva para agentes policiais infratores.

Ex-policial civil

O último preso é o ex-policial civil Itamar Gomes da Silva. Segundo o Gaeco, ele intermediava relações entre o investigador Maurício Aparecido de Oliveira e o ex-estagiário Gabriel Lira de Jesus.

Além das Corregedorias das polícias Civil e Penal, a operação desta terça-feira contou com o apoio da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em função de envolver buscas em um escritório de advocacia.

Por Guilherme Bianchi
Fonte: metropoles.com

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