O menino tinha a permissão de visitar os pais, mesmo que estivesse em uma casa de acolhimento. Segundo o delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira, em um desses encontros, "a mãe mencionou para o filho: 'Olha, eu estou encomendando a morte da servidora da Casa Lar'".
"O filho, acho que ficou desconfiado, e falou: 'Ah, mãe, eu quero ver então. E ela mostrou as mensagens'", disse o delegado.
Ao ter acesso ao celular da mãe e descobrir todo o plano dela, o menino procurou a vítima para alertá-la. Os dois, então, foram à delegacia para registrar a denúncia.
A mãe tem 41 anos e foi presa preventivamente na sexta-feira (10). Segundo a Polícia Civil, ela é investigada por tentativa de homicídio qualificado por promessa de recompensa e motivo torpe.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia para não identificar o adolescente e a mulher ameaçada, que não foi ferida e está bem.
O g1 tenta identificar a defesa da mãe e do marido dela, que está em liberdade e também é investigado por participação na tentativa de homicídio.
Mensagens foram apagadas
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| Conversa entre mulher e intermediador, de acordo com a Polícia Civil. — Foto: Reprodução |
Veja os prints das conversas
Quando o adolescente e a funcionária procuraram a polícia, as mensagens haviam sido excluídas do celular da suspeita, conforme o delegado.
Apesar da falta de provas, a investigação conseguiu identificar o intermediário, que cedeu os prints da conversa. Confira na imagem acima.
"O intermediário foi muito colaborativo. [...] Segundo ele, estava tratando para ver até onde a investigada chegaria, se ela realmente pagaria. E, assim, segundo ele, ele levaria em seguida essa informação para a Polícia Civil", o delegado contou.
Na troca de mensagens, a suspeita explica onde a funcionária deixa o carro e também negocia a data para o pagamento de R$ 3 mil pelo crime: "Vamos deixar para o dia sete, é o dia em que eu recebo", escreveu.
Segundo Cerqueira, o crime foi planejado porque a suspeita e o marido perderam a guarda dos três filhos: o adolescente e outras duas crianças, que foram encaminhados à Casa Lar do município. Em uma das mensagens, a mulher chega a culpar a funcionária pela decisão da Justiça.
"As crianças estariam sofrendo maus-tratos, não estariam tendo alimentação adequada, não estariam tendo o ensino adequado e não estariam frequentando a escola. Teria ali a prática de abandono intelectual e maus-tratos", o delegado disse ao explicar o motivo para os pais perderem a guarda dos filhos.
Por g1 PR e RPC — Londrina
Fonte: g1

