O g1 não conseguiu localizar a defesa de Leandro até a última atualização desta reportagem.
Em entrevista ao g1, o delegado Rony Loureiro, do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, contou que os casos aconteceram entre 2015 e 2025. Na maior parte desse período, Leandro ainda não possuía diploma em direito e registro na OAB. Ele só se tornou advogado em 2022.
Os casos aconteceram em:
• Luziânia;
• Aparecida de Goiânia;
• Anápolis;
• Brasília.
Segundo o delegado, o advogado convencia as vítimas a depositarem valores em uma suposta conta judicial, referente a uma suposta ação na Justiça para redução das parcelas junto ao banco.
"Inclusive, ele falsificava comprovante de saldo nesta suposta conta", detalhou.
As duas vítimas de Luziânia perderam os seus imóveis. Uma delas teve um prejuízo de mais de R$ 40 mil, somando as parcelas que ela pagou durante quase dez anos.
"O prejuízo maior é perder o seu lar. Aí, ultrapassa o financeiro", disse.
Segundo Loureiro, mais vítimas já procuraram a polícia. Uma delas, de Aparecida de Goiânia, está recebendo orientações para fornecer contratos, comprovantes de pagamento, extratos, e conversas com o advogado, com informações sobre a promessa de vantagem em relação ao financiamento.
À TV Anhanguera, Fernando Lacerda, advogado de uma das vítimas, disse que o cliente teve um prejuízo de mais de R$ 100 mil.
"Ele acabou tendo um prejuízo maior, devido a ele perder o imóvel, que foi para leilão" contou.
O advogado foi preso preventivamente enquanto é investigado pelos crimes de estelionato e exercício ilegal da profissão. A polícia também apreendeu um carro, no intuito de ser usado para ressarcir as vítimas, e aparelhos eletrônicos, que serão periciados.
Por Rafaella Barros, g1 Goiás e TV Anhanguera
Fonte: g1
