‘O senhor falhou como pai’, diz juiz ao condenar homem que deu fuzil a filho autor de m4ssacr3 em escola nos EUA

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Via @portalg1 | O pai de um adolescente que matou quatro pessoas a tiros em uma escola dos Estados Unidos foi condenado, nesta quinta-feira (30), a 15 anos de prisão em um caso considerado incomum pela Justiça americana.

Colin Gray, de 55 anos, presenteou o filho, Colt Gray, com um fuzil AR-15 no Natal de 2023, mesmo depois de o adolescente ter feito ameaças de realizar um ataque em uma escola.

O crime ocorreu em setembro de 2024 na escola Apalachee, em Winder, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros de Atlanta, no estado da Geórgia. À época, Colt tinha 14 anos. Hoje, aos 16, ele se declarou culpado pelo ataque e foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.

No atentado, dois estudantes e dois professores morreram. Outras nove pessoas ficaram feridas.

Colt Gray foi condenado a prisão perpétua depois de assassinar quatro pessoas em um tireoteio na escola onde estuda na Geórgia, nos EUA — Foto: Jason Getz / AP

Em março deste ano, um júri considerou Colin Gray culpado por homicídio em segundo grau, homicídio culposo e outros crimes relacionados ao massacre.

Durante a audiência de sentença, o juiz Nicholas Primm afirmou que o pai ignorou sucessivos sinais de alerta sobre o comportamento do filho.

"É evidente que o senhor falhou como pai. O senhor não proporcionou a ele um lar estável. Mas a condenação ocorreu porque os sinais de alerta eram cada vez mais evidentes, e o senhor não buscou ajuda nem impediu que ele tivesse acesso a armas", disse o magistrado.

A condenação ocorre em meio ao aumento da responsabilização de pais e responsáveis por ataques cometidos por filhos menores de idade nos Estados Unidos, onde massacres em escolas continuam sendo frequentes.

Segundo autoridades de saúde americanas, as armas de fogo são, há anos, a principal causa de morte entre crianças e adolescentes no país. O debate sobre o acesso facilitado a armamentos e a responsabilidade de familiares voltou a ganhar força após o caso.

Por France Presse
Fonte: g1

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