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‘Bem, eu avisei’, diz Joaquim Barbosa após saída do ministro Romero Jucá

goo.gl/78pJck | O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa usou sua conta oficial no Twitter para repercutir o escândalo que levou à saída de Romero Jucá (PMDB) do Ministério do Planejamento. “Bem, eu avisei”, disse o ex-ministro, que já se manifestou várias vezes contra a forma como foi conduzida o processo de impeachment e chegou a afirmar que Michel Temer não teria legitimidade para governar o País.

A manifestação foi feita ontem a noite após Jucá anunciar sua saída do Ministério do Planejamento. O peemedebista, que é investigado na Lava Jato, foi flagrado em uma conversa com outro investigado, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, discutindo sobre “estancar” a operação com a chegada de Temer ao poder antes mesmo de o impeachment ser votado. Com o escândalo, o peemedebista foi o primeiro ministro do governo interino a cair, apenas 12 dias após Dilma ser afastada e Temer assumir interinamente o cargo.

Barbosa, que ficou famoso devido ao seu rigor no julgamento do mensalão, emblemático caso que levou à prisão membros da cúpula do PT no governo Lula e desmascarou um esquema de corrupção que, anos mais tarde, desembocaria na operação Lava Jato, costuma se manifestar sobre a situação política atual e fazer duras críticas aos partidos e políticos diante da crise que se arrasta no País.

O ex-ministro do STF, que hoje atua como advogado, chegou a discursar em uma palestra em São Paulo um dia após o processo do impeachment ser aprovado pelo Senado. “É muito grave tirar a presidente do cargo e colocar em seu lugar alguém que é seu adversário oculto ou ostensivo, alguém que perdeu uma eleição presidencial ou alguém que sequer um dia teria o sonho de disputar uma eleição para presidente. Anotem: o Brasil terá de conviver por mais dois anos com essa anomalia”, disse na ocasião.

Defensor de novas eleições, Barbosa considera que as acusações contra Dilma por causa das pedaladas não tem embasamento jurídico fortes o suficiente para determinar o afastamento da presidente .“E vai aqui mais uma provocação: quem, na perspectiva de vocês, vai querer investir em um país em que se derruba presidente com tanta ligeireza, com tanta facilidade e com tanta afoiteza. Eu deixo essa reflexão a todos”, seguiu ele na palestra feita há duas semanas.

Por Mateus Coutinho e Fausto Macedo
Fonte: Estadão

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