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Filho de diarista de apenas 17 anos é aprovado em 1º lugar em Direito na PUC do Rio de Janeiro

goo.gl/U1sp5M | Ele sempre foi um dos melhores alunos da turma e, quando estava no 8º ano, um professor o indicou para um programa que oferece bolsas para alunos da rede pública nas melhores escolas particulares do Rio. João Antonio Lima da Silva, de 17 anos, conseguiu a vaga e neste ano foi aprovado no curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e ficou em primeiro lugar na seleção para uma bolsa integral pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).

Silva mora no bairro do Benfica, na zona norte do Rio, com a mãe, que é diarista, dois irmãos mais novos, o padrasto e um tio. Desde que entrou na escola, aos 5 anos, ele sempre estudou em escolas públicas. “Sempre tive boas notas, gostava muito de ir para a escola e de estudar”, contou.

Quando estava no 8º ano, um professor de matemática o orientou para fazer a prova de bolsas do Ismart – entidade privada que concede bolsas em escolas particulares para jovens de baixa renda de 12 a 15 anos. “Não sabia o que era e nunca tinha falado desse programa, mas tentei e consegui. Foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.”

Silva ganhou uma bolsa para o Colégio São Bento, mas continuou estudando na rede pública municipal. “Estudava de manhã no São Bento e a tarde na escola pública. Era muito puxado, acordava cedinho, pegava ônibus e só voltava para casa a noite.”

No ensino médio, ele estudou apenas no São Bento, mas em período integral. Ele contou que foi difícil acostumar com o ritmo de estudos e a cobrança da nova escola. “Eu estava acostumado a ser o melhor  e lá não foi assim, mas depois consegui melhorar”, disse.

Ele contou que virou referência na família e entre os vizinhos. “Minha mãe conta para todo mundo tudo o que eu consegui, ela tem muito orgulho”, afirmou.

Silva disse que decidiu fazer Direito para ajudar pessoas como a sua mãe e familiares. “Onde eu cresci via que as pessoas não sabem que têm direito a educação, assistência social. Eu quero poder ajudá-las”.

O jovem disse que pretende fazer concurso público para ser promotor de Justiça.

Por Isabela Palhares
Fonte: Estadão

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