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Governo passa por 'saia justa' e paga indenização milionária a terrorista do Estado Islâmico

goo.gl/IZ6fH5 | O governo britânico passou por uma saia justa. Ele pagou uma indenização milionária a um terrorista do Estado Islâmico que foi preso pelos Estados Unidos e ainda ajudou a tirá-lo do presídio de Guantánamo.

O nome de guerra é Abu Zakariya al-Britani, um sobrenome que significa ‘O Britânico’. Esse homem-bomba nasceu na Inglaterra, como Ronald Fiddler. Ele tirou uma foto minutos antes de mandar tudo pelos ares em uma base no Iraque no domingo (19).

O terrorista de 50 anos e com cinco filhos tinha sido preso por forças americanas em 2002 no Afeganistão. Na época, ele era conhecido como Jamal Malik al-Harith. Ele foi levado a Guantánamo, a célebre prisão dos Estados Unidos em Cuba. Dois anos depois, a pressão da opinião pública fez o Reino Unido negociar a libertação dele e DE mais três suspeitos.

Os advogados dos quatro presos denunciaram a conivência do governo britânico com abusos na prisão: espancamento, horas ininterruptas de música, confinamento isolado e negação de comida e água. A Justiça britânica decidiu por uma compensação de um milhão de libras, o equivalente a certa de quase R$ 4 milhões.

A família garante que a indenização foi muito menor. Mas, o relator de Leis Britânicas de Terrorismo disse que “nenhum centavo deveria ter sido pago”. Ele falou que era perturbador o governo não controlar os movimentos do então suposto terrorista.

O ex-chefe britânico de Contraterrorismo afirma que o ressarcimento foi correto. “Ninguém pode ficar preso sem julgamento mais tempo do que o permitido pela Lei”, diz Chip Chapman.
Mas, Chapman assume que o caso certamente embaraça a Justiça.

Cerca de 850 britânicos já se juntaram às fileiras do Estado Islâmico. Menos da metade voltou ao Reino Unido e 15% estão mortos.

Por Pedro Vedova
Fonte: g1 globo

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