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'Assim fica fácil': respostas de vestibular de Medicina da Unifacs estavam em negrito

goo.gl/3ii1Ck | Estudantes que realizaram o último processo seletivo neste domingo (27) para o curso de medicina da Universidade Salvador (Unifacs) reclamam que as alternativas de alguns testes vieram em negrito. Segundo os candidatos ouvidos pelo CORREIO, as alternativas sinalizadas na prova estavam corretas.

De acordo com uma das candidatas, que preferiu não se identificar, alguns alunos que estavam presentes na sala de aula de uma das unidades da Unifacs que fica na Tancredo Neves, receberam a prova com as alternativas em negrito. Parte deles, perceberam a situação e marcaram no cartão de resposta as alternativas sinalizadas. Outros, desatentos, não se deram conta e só ficaram sabendo do ocorrido ao entregar o teste.

O curso de Medicina na Unifacs tem mensalidade de R$ 8.155,90 e a duração de 6 anos.



Candidatos reclamam que as alternativas corretas estão sinalizadas em negrito (Foto: Leitor/CORREIO)

"Quando eu recebi minha prova, marquei sem perceber que algumas alternativas estavam mais 'acesas'. Só depois, ao sair da sala, ouvi outras pessoas comentando que as alternativas certas estavam em negrito", conta a estudante que, ao chegar em casa, percebeu que as alternativas em negrito estavam corretas. De acordo com ela, a prova foi aplicada das 9h às 13h e cada candidato pagou cerca de R$300.

A situação se repetiu nas provas de Ciências Humanas, da Natureza e Inglês. "É um absurdo porque pagamos R$1 mil em um cursinho para, no final da contas, acontecer isso. É injusto", reclama a estudante.

A estudante Thalita Barbosa, 19 anos, ficou sabendo do ocorrido ao chegar no pré-vestibular na manhã desta segunda-feira (27). Lá, outros colegas também relataram que tiveram acesso às questões corretas.
A minha não veio em negrito, mas tive contato com outros amigos que receberam as provas com as alternativas certas. Estou indignada porque eu competi com outras pessoas de uma forma injusta, já que muitos perceberam a situação", relata a estudante. 
Pelo menos 60 candidatos que se sentiram lesados estão se mobilizando para, na tarde desta segunda, irem até o Ministério Público da Bahia (MP-BA), no Centro Administrativo da BAhia.

O CORREIO procurou a Unifacs e, em nota, a instituição informou que está apurando o que aconteceu e que, em breve, se posicionará sobre o assunto.

Fonte: www.correio24horas.com.br

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