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‘Tratada como bandida’, diz advogada barrada por detector ao tentar entrar em presídio

goo.gl/XjSbrg | A advogada Mayra Villasante, de 30 anos, foi barrada pelo detector de metais do Complexo Penitenciário Francisco D’Oliveira Conde, em Rio Branco ao tentar entrar na unidade para atender um cliente. Ainda abalada com a situação, ela conversou com o G1 e disse que sentiu “tratada como uma bandida”.

Mayra tentou por diversas vezes acessar o interior do presídio, e, segundo ela, após várias tentativas sem sucesso, um agente penitenciário chegou a propor que ela fosse até o carro para tirar o sutiã. Ela afirmou que a situação “constrangedora” durou mais de duas horas. A advogada disse ainda que tentou por várias vezes passar pelo detector de metais, sem sucesso, e pelo scanner corporal, mas o aparelho estava quebrado.

“Me senti impotente, porque infelizmente a gente não pode fazer nada. Tive que me submeter à revista íntima, porque precisava falar com meu cliente. E só assim que eu entrei, após quase duas horas nessa confusão. Foi uma violação aos direitos do profissional, porque eu fui ali para trabalhar e fui tratada como uma bandida”, disse Mayra.

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que não recebeu nenhuma reclamação por parte da advogada sobre o caso, mas que devido a repercussão solicitou o relatório da equipe plantonista. Segundo o órgão, foi apurado pelo relatório que o procedimento adotado pelos agentes “seguiu o padrão”.

O órgão afirmou que a situação está sendo objeto de apuração e que as providências estão sendo tomadas. Caso seja comprovado qualquer tipo de excesso por parte dos agentes, a pessoa deve ser responsabilizada.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre divulgou uma nota de repúdio ao ocorrido. Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Acre (OAB-AC), Marcos Vinícius Jardim, a Ordem vai mandar um ofício ao diretor do Iapen pedindo explicações.

“Uma coisa é você garantir a segurança, mas sujeitar um profissional, que saiu de casa para trabalhar a esse tipo de situação de ter que escultar a sugestão de ir no carro retirar roupa íntima para voltar, é uma coisa inconcebível. Vamos estudar todas as possibilidades que temos para que esse tipo de iniciativa seja cessada e esse agente seja punido da melhor maneira possível”, afirmou o presidente.

A advogada contou que protocolou um pedido de desagravo público contra o Iapen, e também pediu que a OAB tomasse as medidas administrativas e judiciais cabíveis.

“Isso aconteceu comigo e amanhã pode ser com outra colega. Imagina você chegar lá no presídio e o agente olhar para você e dizer que o scanner está programado para sutiãs normais. Em momento algum os dois agentes que estavam na portaria demonstraram boa vontade em resolver a situação. Um dos agentes ainda me respondeu com deboche”, relatou a advogada.

Por Iryá Rodrigues, G1 AC, Rio Branco
Fonte: g1 globo

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