Projeto que ensina constituição em escolas públicas alcança 20 mil alunos

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goo.gl/rTDxvv | O advogado Felipe Neves tornou-se o mais jovem brasileiro a ganhar uma premiação do Instituto Innovare, do Ministério da Justiça. Com um projeto que oferece aulas de direito e constituição para alunos do ensino médio de escolas públicas, Neves recebeu nesta terça-feira (06/12) uma menção honrosa na categoria "Advocacia" no prêmio anual realizado pelo Supremo Tribunal Federal. ​Criado em 2014, o projeto hoje chega a 20 mil alunos por semestre em 100 escolas de São Paulo.



1º OLIMPÍADA CONSTITUCIONAL DE SÃO PAULO FOI REALIZADA NA PUC NO DIA 2 DE MAIO (FOTO: DIVULGAÇÃO CONSTITUIÇÃO NAS ESCOLAS)

Neves começou a dar aulas em uma escola pública em 2014, depois de a diarista chegar à sua casa acompanhada da filha. Ela estava ali porque, naquele dia, na escola não havia professores. O advogado perguntou se poderia ser voluntário para preencher as faltas do docentes. Levaria o que mais conhece e leu na vida: a Constituição Federal do Brasil. A diretoria da escola gostou da ideia, os alunos também. Neves então percebeu que poderia transformar a ideia em um projeto maior no ano seguinte. E transformou.



O ADVOGADO FELIPE NEVES (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Agora Neves está recrutando advogados voluntários em outros estados do país. "É uma tarefa difícil, mas estamos buscando e treinando os ´novos professores`. Damos a primeira aula juntos e depois eles podem dar as aulas sozinhos", disse Neves à Época NEGÓCIOS. O plano é que, em 2018, o projeto chegue a escolas de Salvador, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Santos e Campinas. Em 2019, Neves pretende realizar uma Olimpíada Constitucional Nacional.

Confira todos os premiados: 

O objetivo do Innovare é identificar e divulgar iniciativas inovadoras no sistema de justiça, para que elas possam ser replicadas por todo o Brasil. Foram 710 inscritos na edição deste ano do prêmio, que ocorre desde 2004.

Na categoria "Tribunal", a iniciativa vencedora foi “Amparando filhos — transformando realidades”, do Tribunal de Justiça de Goiás. O objetivo do projeto é dar apoio psicológico, pedagógico, educacional, assistencial e material aos filhos de mães presas.

Na categoria "Juiz", venceu “Sistema de apreciação antecipada de benefícios (SAAB)”, de José Vidal de Freitas Filho, de Teresina. Trata-se de uma série de procedimentos para que os presos tenham os benefícios nas datas corretas, evitando que fiquem detidos por mais tempo do que deveriam.

Na categoria "Ministério Público", o vencedor foi “GesPro — Projeto de gestão administrativa das promotorias”, de Barbara Elisa Heise, Karin Maria Sohnlein e Natane Thiesen, de Florianópolis. O projeto foi criado para profissionalizar a gestão das promotorias de Santa Catarina, com o auxílio de indicadores e pesquisa de satisfação do cidadão, entre outras ferramentas.

Na categoria "Defensoria Pública", a iniciativa premiada foi “Defesa dos direitos indígenas", de Johny Fernandes Giffoni e Juliana Andrea Oliveira, de Belém. O projeto tem por objetivo garantir direito à identidade e ao nome civil observando a cultura e os costumes indígenas.

Na categoria "Advocacia", o projeto vencedor foi “Responsabilidade compartilhada: uma via para a humanização do sistema prisional e para proteção social”, de Roberta Siqueira, de Porto Alegre. A iniciativa estabeleceu um modelo de unidade prisional com maior capacidade de ressocialização.

Na categoria "Justiça e Cidadania", venceu “Visão de liberdade”, de Antonio Tadeu Rodrigues, de Maringá, no Paraná. Presos da penitenciária da cidade produzem materiais para atender alunos com deficiência visual, como livros em braile e falados.

Este ano, houve uma categoria especial para premiar um projeto que busque aprimorar o sistema penitenciário. A iniciativa vencedora já tinha sido anunciada: “Meninas que encantam”, de Marcus Karbage e Aline Cabral, de Fortaleza. O projeto estabeleceu parâmetros de acolhimento à comunidade LGBT no sistema penitenciário.

O prêmio é uma realização do Instituto Innovare, do Ministério da Justiça, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), da Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), da Associação Nacional dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), com apoio do Grupo Globo.

Fonte: epocanegocios.globo.com

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