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Advocacia Indignada - OAB: Faça o que eu digo, não faça o que eu faço - Por Murilo Marques

goo.gl/XFcbM1 | Assisti, com muita tristeza, um vídeo no qual o atual Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil afirma que em um “processo absolutamente democrático”, o Presidente da Seccional Carioca será eleito a próxima liderança da advocacia brasileira.

Em 6 de dezembro de 2015 já sabíamos quem seria o Presidente da Gestão 2016/2018, assim como e março de 2018 já sabemos quem será o próximo a ser eleito em 2019. Como eu afirmei lá atrás, “os arranjos e negociações para garantir o futuro presidente escolhido são escancarados. E com isso, o futuro presidente não precisa mostrar a que veio porque já sabe que será eleito. E com isso plano algum se discute para a entidade, que está cada vez mais desacreditada”[1].

Ora, que “processo absolutamente democrático” é esse em que não se sabe quem serão os próximos eleitores – os 81 conselheiros federais só serão conhecidos na segunda quinzena de novembro –, mas já se sabe quem será o próximo Presidente? O que há de democrático nisso se sequer os futuros conselheiros federais terão o direito de votar no futuro Presidente? Não há nada de democrático em um sistema que privilegia os amigos do poder! Não há nada de democrático em um sistema baseado no “faça o que digo, mas não faça o que faço”.

Ou seja, a OAB cobra eleições diretas. Eleições democráticas. Eleições limpas e sem compra de voto. Briga contra reeleição. Mas na própria casa não faz nada disso.

Em 23 de outubro de 2014, em discurso de encerramento da Conferência Nacional dos Advogados, o então Presidente Nacional fez a promessa de que em março de 2015 haveria um plebiscito sobre Eleições Diretas para o Conselho Federal. Já estamos em março de 2018 e o Conselho Federal continua fugindo das Diretas. Com a sua declaração, entendemos o porquê.

Me desculpe o Presidente, mas esse “processo absolutamente democrático” não me representa! Esses Presidentes arranjados não me representam!

Eu quero votar em quem vai me representar, eu quero escolher a maior liderança da advocacia brasileira. As eleições nas seccionais se aproximam e precisamos cobrar veementemente uma postura digna dos candidatos ao Conselho Federal. Eles que nos representarão em Brasília, seja lutando pela verdadeira democracia, seja concordando com esses “processos absolutamente arranjados”.

Por essas e outras é que a advocacia está cada vez mais fragilizada. Por essas e outras é que a OAB já não é mais a porta voz da cidadania.

Que as eleições para Presidente do Conselho Federal aconteçam em conjunto com as eleições seccionais, que a vitória nas urnas escolha nossa verdadeira liderança.

A OAB conclama por Diretas!

Murilo Marques

Novo advogado do Estado de Mato Grosso do Sul

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[1] https://www.conjur.com.br/2015-dez-06/murilo-marques-grandeza-queremos-conselho-federal-oab

Por Murilo Marques
Fonte: Jus Brasil

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